quinta-feira, 6 de junho de 2013

A Mente não-mente





Kalama Sutra


Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é aquilo,
não deves afirmar ou negar nada.

Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade,
e o que quer que seja negado não é verdadeiro.

Como alguém poderá dizer com certeza o que aquilo possa ser,
enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que é?

E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma região
onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir?

Portanto, aos seus questionamentos oferece-lhes apenas o silêncio;
silêncio e um dedo apontando o caminho.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dos humanos como sub-espécie





Eu, você e todos os demais, humanos, não somos verdadeiramente seres inteligentes (como ordinariamente se supõe) e muito menos, seres amáveis (dignos de uma legítima consideração). Somos, em verdade, seres ainda sub-humanos e parasitários de uma proto-inteligência e pré-consciência de espécie.

Pela nossa medonha estupidez e superficialidade, que são antônimos para a racionalidade que não temos (mas fingimos ter) e para o auto-conhecimento que desdenhamos, fazemo-nos todos massa de manobra para uma pequena e ignóbil “elite” financeiro-intelectual deste nosso pobre planetóide – o qual seguimos devorando.

Pela nossa preguiça mental, que perfaz essa nossa estultícia escandalosa, vendemo-nos de corpo e alma a uma caduca engrenagem de mundo que só nos torna á todos a cada dia pior. O preço dessa nossa imbecilidade avassaladora se traduz pela mais ampla e absurda destruição da natureza jamais vista em toda a história do Cosmos.

Falta-nos, outrossim, muita vergonha na cara, ou, que fosse, um mínimo de honra para com aqueles que ainda nascerão. Porém, não bastasse sermos seres estúpidos e pachorrentos, somos também seres do imediatismo irresponsável, manipulados como legítimos ratos de laboratório por outros tantos acéfalos do marketing e da propaganda.

Mas vamos que vamos! “Foda-se o futuro se o que importa é o agora.” “Dane-se que o ‘trem’ da humanidade mais e mais se direciona para o abismo... Queremos mesmo é o gozo a qualquer custo!” “Não há porque nos preocuparmos, gente.. O futuro somente a Deus pertence!” (.. Aliás.. que se ferrem essas tais futuras gerações - aqui, nesta Terra, a lei é cada um com seu problema, man).

Se é mesmo assim... Se é desse modo que, de fato, nós globalmente optamos por seguir – numa dinâmica sub-humana, utilitarista e auto-suicida, então, eu realmente hoje me declaro pelas máquinas. Que surjam logo as super IA's do amanhã, os poderosos cyborgs e os entes pós-humanos (os geneticamente aprimorados). Esta humanidade atual já mais do que merece ser também consumida.


L. Janz. 30/10/12

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Encontro sobre a Ecovila Indiana





NEXO CULTURAL AGENCIA DE DESIGN CULTURAL E SUSTENTABILIDADE convida:


PALESTRA.: ‘AUROVILLE E SUSTENTABILIDADE’
Data: 03/outubro; Horário: 19h às 22h
Valor sugerido: R$ 20 (contribuição livre)

O encontro ‘Auroville e sustentabilidade’ trata de dois videos documentais sobre a Ecovila, seguidos de uma conversa com os convidados, Jivatman e Devi, que tem a vivência na comunidade e a prática musical como um caminho para a paz e harmonia entre a vida e a arte. O primeiro video com duração de 25 minutos conta sobre a historia e filosofia da ecovila situada no sul da Índia. Auroville que teve origem em 1968 e conta com a participação de 124 países inclusive todos os estados indianos. Auroville pretende ser uma cidade universal acima de questões ligadas a crenças, nacionalismos e política. Os seus moradores buscam o desenvolvimento espiritual, material, a unidade humana e tem como premissa ser um experimento, um local para pesquisas e estudos. O segundo video (40’) aborda a ecovila e sua sustentabilidade, além da busca pela transformação da consciência. A ecovila prioriza a vida sustentável e as inovações culturais, ambientais, sociais e espirituais da humanidade.
Na sequência teremos uma conversa com Jivatman e Devi que são músicos especialistas em cultura indiana e vivem na ecovila Auroville. Jivatman nasceu no Brasil e vive desde 1984 em Auroville Devi nasceu em Srirangam no sul da India e canta música clássica indiana, mantras e pesquisa sons curativos. Eles trazem a vivência na comunidade e a prática musical como um caminho para a paz e harmonia entre a vida e a arte.

Inscrições:
contato@nexocultural.com.br

Local:
CASA NEXO CULTURAL
Endereço: Rua Backer, 473 - Cambuci
São Paulo – SP
Telefone: 011 3271-4238
www.nexocultural.com.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Profecia das Sombras




Círculo de AGAS
(transcodificação ocultista)

No mundo deste mundo hoje surgem quatro novos mundos que já se entrechocam e se repelem no sentido de suas definições. A marcação de territórios e a divisão dos homens, se dá, muito que veladamente, em guerras que se fortalecem dia após dia no plano astral, no plano mágico (ou sutil) e no plano mental – interdimensões do espírito.

Não é, pois, somente da psique o caso em questão, abarcando essa disputa a todos os níveis do que ordinariamente temos por consciência de espécie. Arquétipos do passado remoto se re-manifestam, bem como, novos modelos e simbologias de raças futuristas. Desse modo, tanto se amplia o conceito de humano como se o extrapola.

Falando, assim, do que principia a ocorrer e só tende a aumentar em tempos do futuro breve, iremos pincelar (sem dar o quadro integral, obviamente) do que já vemos no surgir desta nova expansão metamórfica – expansão que, como dito, além de novas dimensões sócio-cognitivas, também nos propicia um como que correlato para a marca da besta.

As posições demarcatórias atuais, por assim dizer, colocamos pelas seguintes frentes místico-filosóficas do amplo arcabouço imagético dos seres humanos: - Resgate Ancestral (das tradições todas de um paganismo pré-cristão). – Espiritualidade Tradicional (das religiosidades convencionais, institucionais e políticas). – Humanismo Antropocêntrico (do hedonismo utilitarista que perfaz o modus padrão hodierno). – Cientificismo Utópico (de força transhumanista e promotora da caixa de pandora).

Sem dar nome certo aos “bois”, vale ressaltar a tremenda confusão que suscita discussões ontológicas, antropológicas e/ou de futurologia para com os filhos destes novos mundos nascentes. Não vamos dizer que não cabe discutir os “pormenores”, contudo, as adesões e influências, sejam “para lá ou para cá”, acontecem mesmo de maneira muito mais sutil do que se imagina; incluindo aí, outrossim, o mover de forças ocultas.

Para finalizar, em termos de pistas, pois que conclusões atualmente sobre isto e sobre aquilo, no geral, não se fazem senão ridículas, eis que nós sinalizamos: nossa atual humanidade está realmente no limiar de um largo processo de “rachadura”. Mostra-se-nos, portanto, partida em no mínimo quatro novas “grandes” espécies.

De que tipo serão estas novas configurações e de onde (além de como) surgirão é que nos cabe meditar. Mais do que isso, importa buscarmos saber de que tipo nós, individualmente, pretendemos ser nesse amanhã. Agora, sobretudo, é mesmo digno de nossa atenção que isso se dê do modo mais “tranquilo”, com discernimento e o menos traumático possível para todos os seres – se é que isso de alguma maneira seja efetivamente realizável.


Ldk, 20/9/12

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

É in-definição






Depois, quando eu não falo,

Aí me taxam de anormal...

Se da palavra somos escravos,

Que dizer do emocional??


Não importa aquilo que faço,

O amor é sim coisa de besta..

É uma img em cada cabeça,

De resto, é tudo pru ralo...


Definições e congelamentos,

Mais exigências da etiqueta –

Deveria ser mto + simples...


É um não-aprisionamento,

É abertura sem limites –

É o não cinzel e marreta!


L. Janz, 7/9/12

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Abrindo as relações – E aí?





Hoje em dia cada vez mais se tem falado e “discutido” alguns novos e polêmicos conceitos do campo amoroso, a exemplo dos relacionamento-aberto e do poliamor, entre outros. Quero tentar abordar estes dois (mesmo que de início, superficialmente) e em especial, por uma ótica ao mesmo tempo “espiritual” e pós-moderna – na linha mesma de que são.

São pós-modernos estes conceitos porque fogem mesmo dos padrões tradicionais a que estamos habituados; padrões que sempre operam via status-quo (as normas “corretas” do estabelecido). Quanto ao seu lado “espiritual”, mais no seu aspecto ético-psicológico, por assim dizer, temos que estender a "localização" e a “definição” das coisas.

As significações em voga fazem uma crucial diferença entre o primeiro e o segundo. Se “aberto”, um relacionamento ainda pressupõe a exclusividade afetiva, donde a concessão de um outro parece-nos limitar-se ao ato sexual, movido mais pela atração física do que por um envolvimento real (que contem visões de mundo e também o emocional).

O poliamor, por seu turno, prevê, assim, uma maior abertura (por um como que banimento da posse) na medida em que quebra a exclusividade sobre o parceiro(a) mesmo quanto ao nível do afeto. Mostra-se nos, pois, uma postura nitidamente de maior abrangência no quesito desprendimento de todas as partes.

Aprofundando as diferenças, com ênfase de nosso elemento “espiritual”, temos então que um qualquer par-vinculado (diferente de casal – por contrato de posse e de fidelidade eterna) tem um claro acordo de afetividade não-exclusiva; o que significa dizer que um e outro pode vir a ter mais de um envolvimento amoroso em simultâneo.

Agora; por que diz-se que é mais “espiritual” do que as uniões comuns de exclusividade? Primeiro, porque se baseiam na não-posse; segundo, num real carinho que une os pares (enquanto ele existe); terceiro, porque é mais honesto/franco e não-egoísta – no sentido de que os seres se atraem e se enamoram de muitos modos diferentes.

Portanto, nossa visão é a de que realmente parece se tratar de um amadurecimento sócio-cognitivo de nossa espécie. Além de ninguém ser mais propriedade exclusiva de ninguém (em todos os sentidos) agindo de modo aberto (também com menos egoísmo e fixações antiquadas) muito menos pessoas tendem a ficar sozinhas.

Você pode ter um relacionamento sério com A, um envolvimento afetivo com B e com C (sem que isso se constitua num crime ou em pecado) “quebrando” ou “elevando” de status a um e a outro, sempre na medida do amor e do carinho que se fazem manifestados pelos vínculos nascidos. Não há como não dizer que isso nos vira a cabeça. No que nos fica a reflexão e a pergunta.. “Pois é. E agora, José!?”



L. Janz, 4/9/12